• Dr. Paulo Tenório

HPV

O HPV (vírus do papiloma humano, do inglês human papiloma virus) é uma infecção sexualmente transmissível, provocada por vírus que atacam, especialmente, as mucosas (oral, genital ou anal), tanto nas mulheres como nos homens. Existem mais de 200 variações desse tipo de vírus. A maioria está associada a lesões benignas, como o aparecimento de verrugas, que podem ser clinicamente removidas.

Existem, no entanto, 12 subtipos de HPV que estão, segundo a literatura científica, associados aos cânceres do colo do útero, de pênis, de orofaringe e, até mesmo, de câncer reto-anal. No Brasil, há predominância na circulação de quatro subtipos que atingem tanto homens quanto mulheres.


A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oralgenitae genital-genital. Embora de forma mais rara, o HPV pode ser transmitido durante o parto ou, ainda, por determinados objetos.


O vírus pode se manifestar das seguintes formas:

  • Verrugas não dolorosas, isoladas ou agrupadas, que aparecem nos órgãos genitais.

  • Irritação ou coceira no local.

  • O risco de transmissão é muito maior quando as verrugas são visíveis.

  • As lesões podem aparecer no pênis, ânus, vagina, colo do útero, boca e garganta.

  • O vírus pode ficar latente no corpo: a lesão muitas vezes aparece alguns dias ou anos após o contato.

Em curto prazo, a infecção não apresenta qualquer tipo de sintoma. Em longo prazo, o diagnóstico geralmente aparece quando a infecção já provocou o surgimento de cânceres.

Hoje está disponível a vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino).

A população-alvo prioritária da vacina HPV é a de mulheres na faixa etária de 9 a 45 anos e meninos de 9 a 26 anos, que receberão duas doses (0 e 6 meses) com intervalo de seis meses.

A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pela pessoa vacinada, a presença desses anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo. Essa vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem ainda efeito demonstrado nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida. Outro aspecto relevante é que a vacina HPV quadrivalente é segura e os eventos adversos pós-vacinação, quando presentes, são leves e auto limitados. É importante lembrar que a vacina não substitui o exame preventivo de câncer de colo uterino.

Na presença de qualquer sinal ou sintoma da infecção pelo HPV, recomenda-se procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.


A realização periódica do exame preventivo de câncer de colo uterino é uma medida de prevenção. O exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico) pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.


Fonte: Ministério da Saúde.

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