• Dr. Paulo Tenório

Descubra a Endometriose

Endometriose é uma condição em que células semelhantes às do endométrio – a camada de tecido que reveste o útero – crescem no seu exterior. Os locais de crescimento mais frequentes são os ovários, as trompas de Falópio e o tecido que envolve o útero e os ovários. Em casos raros, podem também crescer noutras partes do corpo. Os principais sintomas são dor na parte inferior do abdómen e infertilidade. Cerca de metade dos casos apresentam dor pélvica crónica, enquanto em 70% a dor ocorre durante a menstruação. Também é comum ocorrer dor durante as relações sexuais. A infertilidade afeta cerca de metade das mulheres com esta condição. Entre os sintomas pouco comuns estão sintomas urinários ou intestinais. Cerca de 25% das mulheres não manifesta sintomas.[1] A endometriose pode ter sequelas sociais e psicológicas.


A causa não é totalmente clara. Entre os fatores de risco estão antecedentes familiares da doença. As áreas de endometriose sangram todos os meses, dando origem a inflamação e cicatrização. As formações de tecido causadas pela endometriose não são câncer. O diagnóstico é suspeito com base nos sintomas e em exames imagiológicos, podendo ser confirmado com biópsia dos tecidos. Entre outras condições que causam sintomas semelhantes estão a doença inflamatória pélvica, a síndrome do cólon irritável, a cistite intersticial e a fibromialgia.


Algumas evidências sugerem que o uso de contracetivos orais combinados diminui o risco de desenvolver endometriose. O exercício físico e evitar consumo de grandes quantidades de álcool pode também prevenir a condição. Embora não exista cura para a endometriose, estão disponíveis vários tratamentos para melhorar os sintomas. Entre eles estão os analgésicos, tratamentos hormonais ou cirurgia. Os analgésicos recomendados são geralmente anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como o naproxeno. A toma continuada do componente ativo da pílula contracetiva ou a utilização de um dispositivo intrauterino com progestógeno pode também ser útil. A administração de um agonista da hormona libertadora de gonadotrofina pode melhorar a capacidade de engravidar em mulheres inférteis. A remoção cirúrgica da endometriose pode ser viável no tratamento de casos que não melhoram com outros tratamentos.


Um estudo estima que em 2015 a condição afetasse 10,8 milhões de mulheres em todo o mundo. Outros estudos estimam que afete entre 6% e 10% de todas as mulheres. A endometriose é mais comum na casa dos 30 e 40 anos de idade. No entanto, pode ter início em idades tão precoces como oito anos. Raramente causa a morte. Foi só na década de 1920 que se determinou que a endometriose era uma condição distinta. Até então, a endometriose e a adenomiose eram consideradas a mesma doença. Não é ainda claro quem terá descrito primeiro a doença.

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